Sexta-feira, Novembro 05, 2010

METRÓPOLE

METRÓPOLE



Ao olhar de relance a metrópole gris
O amontoado de condomínios verticais
O agigantado das construções oprime
Misturando realidades tais

Aprisionando o homem nesta cilada
Em desespero e vai-e-vem frenético
Estes personagens do trabalho correm
A contar minutos como se fossem elétricos

Poluição, pobreza, sujeira, arranha-céus e trânsito,
Tudo é tão grande em proporções, é fato!
Num redemoinho constante a vida passa
O homem vive escondido na toca como se fosse rato

A anulação da identidade do transeunte é tal
Como um formigueiro humano, as ruas parecem veias,
Massificando a vida, deixando-a sem razão,
Prendendo o ser humano em sua teia










São Paulo/ Novembro/2005

SÃO PAULO

Este é um trecho do livro São Paulo do Brasil

SÃO PAULO



Tamanha megalópole, nascida ao acaso pelo exaurir de forças do Bandeirante cansado, que chegou ao topo do planalto, onde parou para plantar um pé de civilização, enraizando a vida humana neste local, criando raízes, espalhando; como qual germe, que se funde e procura assegurar a sua sobrevivência.
Produto de muitos que chegaram, alguns para criar e fazer, outros para dês - criar e nada fazer, tornando a noite mais fascinante e a boemia mais alegre.
Produto dos sonhos dos primeiros que chegaram, trabalhando arduamente para construir a terra de oportunidades dos que se aventuraram por ela. Dos que passaram e fincaram um pé, deixando seu legado e sua maneira de pensar para a posteridade, fazendo questão de fazer a diferença, mostrando que tudo depende da persistência e luta árdua, na disposição para o trabalho, não se impressionando com as dificuldades, cumprindo o dever de cidadão.

Segunda-feira, Novembro 01, 2010

BIENAL DE SÃO PAULO


 O Autor e Artur Rodrigues o Editor da Litteris na Bienal do Livro de São Paulo 2010.
Lançamento do livro São Paulo do Brasil.

Sábado, Setembro 23, 2006

Noite de Autógrafos


Da esquerda para direita:
Fátima, Dr. Eduardo, Jorginho, o escritor, Prof. Hudson, Barbon e Ana Paula.

Palestra e noite de Autógrafos, realizada no dia 5 de Abril de 2006, patrocinada pela Secretaria da Educação e Cultura do Município de Votuporanga e pela UNIFEV em conjunto com os cursos de Letras, Pedagogia e Comunicação Social.

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

TODAS AS SENSAÇÕES

Valter Petenel

Tudo o que podemos ver, ouvir ou sentir, buscamos nas sensações as ilusões da nossa vida. Nos parâmetros extraídos das ilusões de nossa alma, que induzem nossa mente a transformá-las em condições boas ou más para a nossa conduta, resultando assim em um bloco de informações que fazem a criação e a transformação do nosso sentimento, alegrando ou entristecendo a nossa alma, alimentando o espírito com palavras, sons e imagens ou significados que muitas vezes nos marcam para sempre, mudando a nossa vida e com isso, consequentemente, redirecionando a nossa caminhada neste mundo.
Assim, tudo que nossos sentidos sentem ou vêem influenciam de uma maneira ou outra os nossos atos futuros, pois estes conjuntos de informações são transformações das percepções dos sentidos, resultando na elaboração dos nossos sentimentos que nos fazem viver, tornando-se com isso a máquina propulsora e alimentadora da nossa vida, com um combustível que, na sua essência o encontramos diretamente na natureza, em abundância, cedidos sem custo algum para a nossa alma, esperando que nós façamos bom uso deles e que os transformemos em sentimentos que venham enriquecer a vida de todos com os frutos resultantes e que na somatória entre o bom e o ruim, o bom predomine em colheita farta e abundante.
A vida é bela, mas não necessariamente fácil! Contudo, temos a nosso favor a possibilidade de sonhar, criar, ver, admirar e sentir; construir, reconstruir; fazer, desfazer, refazer...
Assim, que o brilho de cada vitória, por menor que seja, nos ilumine a alma; que a frustração de cada derrota nos impulsione a seguir em frente e que, acima de tudo, tenhamos coragem de viver, de lutar, de seguir, de prosseguir, a despeito de tudo, a despeito de todos e, melhor ainda, que saibamos reconhecer e valorizar as maravilhas a nossa volta!


Valter Petenel
É escritor, poeta e membro da Associação
Votuporanguense de Escritores

Poesia: FERIDA

Valter Petenel


Ficar lembrando teus beijos
É como sentir o açoite
Da saudade em minha alma
Que se inflama toda noite.

Sentindo as tuas marcas
Que ficaram dentro de mim
Incomodando o pensamento
Nesta solidão sem fim.

Revolvendo o passado
Das coisas que você deixou
Alimentando a saudade,
Naquilo que em mim restou.

Remoendo as tristezas
De tudo em nossa vida
E lamentando a distância
Cicatrizando a ferida.

Poesia: ESPERANÇA

Valter Petenel

Meu coração estava só
Levando no peito um vazio
Em árido abandono, como o pó.
Como num inverno escuro e frio

Em sufocante tristeza
Buscando passo a passo clareza
Vivendo os dias lentamente.

Surgindo no meio do nada
Veio você, Oh! Amada
E em minha vida se fez presente

Como luz em meio às trevas
Iluminando o caminho
Fazendo brotar sentimentos
Sorriso, eu já não estou sozinho!

Quão flores do campo margeiam
Na rústica estrada da vida
Fazendo brotar esperança
E ver em uma porta a saída

Em minha alma a primavera
Fez-se presente como quimera
Meu coração pulsou com mais vida.

Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

Crônica: VOCÊ DIANTE DE VOCÊ MESMO



Você já se olhou no espelho? O que você viu? Não! Eu não digo no espelho do seu quarto ou de seu banheiro, digo no espelho da vida, no seu espelho interior! Como você age ou o que você pensa das coisas, situações ou pessoas.
Terrível não é? Ser critico com você mesmo, analisar sua conduta e o seu pensamento, ter opinião própria sobre qualquer situação. Ooopa! O que é isso? Opinião própria? Pensar? Isto é loucura!
Não, não é! Pensar é o passo que você dá, para deixar de ser “Maria vai com as outras”, para não seguir mais as opiniões alheias. Usar, portanto a massa encefálica para coordenar os pensamentos, para pensar, criar e estimular as pessoas que nos rodeiam a fazer o mesmo, deixando de criticar a situação por não termos argumentos, convencendo-nos de que tudo é culpa dos outros, do governo, do vizinho, da situação, do clima, etc...
Pense, olhe no seu espelho interior, será que você tem um?




Valter Petenel – escritor, poeta e membro da Associação Votuporanguense

Poesia: CARÊNCIA

Valter Petenel


Este querer insatisfeito
Este amor louco sem jeito
Esta procura sem fim

Ficando escravo desta ânsia
Nesta procura que não cansa
Procurando algo dentro de mim

Maior ainda que a busca
Desta carência que ofusca
Quando encontra carinho enfim

Sufocando em desejos
Matando a saudade com seus beijos
Querendo te encontrar em mim



Contatos pelo e-mail: vpetenel@yahoo.com.br

Poesia: INSPIRAÇÃO

Valter Petenel




Sopra a brisa palpitante, alegra
Dando eco a gritaria do coração
Dança em pura sinfonia e cega
Nos anseios, pensamentos e ilusão

Da alma emerge um grito solto
Retumbante eco a sacudir
extravasando os sentidos loucos
O peito cheio querendo se abrir

Jorra em palavras abundantes
Querendo sair, passa a ser tormento
A criação em busca saltitante
explode em fruto destes sentimentos

Misto de alegria e da ansiedade minha
Por dar vazão a chama branda
Metamorfoseando linha a linha
Nestas palavras que por fim encanta

Drama entre o céu e a terra infinda
Às vezes é regozijo num sorriso envolvente
Noutras, ferida aberta que sangra a mingua
Como espetada de espinho contundente

Depois da criação a recompensa chega
Momentos de enlevo a paz nos brinda
Sussurrando cantos de prazer na alma
Pela realização da poesia vinda



Contatos pelo e-mail: vpetenel@yahoo.com.br

Poesia: AMOR ADOLESCENTE

Valter Petenel




A ansiedade que envolve a tua ausência
Que espera relutante e impaciente o reencontro
Queimando no peito o fogo da dormência
Explodindo em paz e alegria ao ver o outro

Suavidade no olhar vendo a amada
Só a seu lado o equilíbrio de novo é posto
Em exultante alegria explica o ego
Com só um toque delicado, explica o gosto.

O abraço marca o reencontro tão esperado
Um beijo, o gosto do amor e do sabor,
Resultando em brilho dentro dos olhos
No coração um arco-íris multicor

Renova as forças te encontrar, te ver de novo,
As sensações desta paixão que se aproxima
Quer o teu ser este amor tão egoísta
Pela ilusão deste momento que fascina.

Sente a saudade nos momentos distantes
Que impacienta e resulta em estranho sonho
Necessidade de rever a alma gêmea
A união das duas metades eu suponho


Contatos pelo e-mail: vpetenel@yahoo.com.br

Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

ROMANCE "O VÔO DA BORBOLETA"




VALTER PETENEL

O VÔO DA BORBOLETA
104 págs. - R$ 18,00 - ISBN 85-7640-067-7
EMOÇÃO DO PRINCÍPIO AO FIM

A história da vontade e determinação de uma mulher que sem medo decide mudar seu destino, ultrapassando todos os limites imagináveis. Um romance marcante, no qual uma linda e sedutora mulher está no centro da trama, criando situações, provocando mudanças, vencendo obstáculos com sua personalidade forte e decisiva.

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

QUESTÃO DE PONTO DE VISTA

VALTER PETENEL


Na vida a gente se questiona sobre inúmeras coisas, analisando fatos e frases feitas que nos mostram diretrizes e ou sentidos a seguir na trajetória durante a nossa vida, elaboramos com isso em nossa mente fundamentos que, podemos imputar a nossa vida, como elementos de orientação, e de sinalização para um sentido correto, continuando a perseguir e buscando os objetivos e ideais que almejamos.
Destes questionamentos, se pode tirar que antes da realização coletiva, devemos colocar em primeiro plano, a auto-realização na busca dos nossos anseios e de nossa felicidade individual, pois fazemos parte de um todo e quando esta parte se completa, o todo influencia o coletivo e indiretamente o estaremos realizando, porém esta auto-ajuda depende da não mesquinhez dos sentidos e na ausência de egoismos. Daí a resultante principal que são compostas de pequenos detalhes, fragmentos que nos fazem felizes.
Tudo se resume em olhar-mos dentro de nós mesmos e exteriorizarmos os nossos sentimentos buscando construir uma realização pessoal sem brigas e contradições; do nosso ego com nossos pensamentos, não deixando o arraigado de idéias pré-concebidas fundamentarem-se em posições inflexíveis, pois a aceitação de novos pontos de vista se tornam fundamentais para revigorar o espírito e o pensamento, desde que não nos deixemos levar pelo enfoque alheio sem análise própria da situação. Tendo nossa opinião em base consistente, nos torna receptivos a aceitação das mudanças do tempo e da evolução que ocorre a cada segundo em nossas vidas. Deixando fluir os acontecimentos e analisando os fatos para tirar proveito dos erros do caminho, pois na vida a temporalidade dos fatos não nos deixa escolha, que para prosseguir devemos aceitar a resultante, para tirar-mos proveito do que se foi e para ter-mos uma nova posição perante o que virá sem nos prender-mos às lembranças do e ao passado, pois tudo que se passa, é no presente, e é nele que faremos o amanhã.
Isto deveras parece e é complexo, como tudo que encontramos em nosso caminho (a vida é um caminho ou uma trajetória com começo, meio e fim ). Baseados nisso temos que analisar-mos primordialmente qual a razão de estar-mos aqui, pois em vão e inconseqüente é a perspectiva de quem disser que é sem objetivos, pois partindo da premissa que há algum objetivo, chegaremos ao contexto o qual dirigirá todos os atos de nossa vida, mostrando-nos o caminho a seguir nas afinidades das funções dentro da natureza com o tempo reciclando o que não é produtivo, fazendo renascer o que é produtivo e o que é apenas improdutivo continuará sendo tal coisa.
Assim, portanto, devemo-nos espelhar na natureza, tornar-nos fecundos tal qual ela é, buscando na nossa essência a realização do nosso potencial escondido, e armazenado, buscando intensamente fazer com que os dons que nós temos frutifiquem em realização e beleza no mundo.


A VIDA, COMO VIVER

Valter Petenel – Escritor, Poeta - membro da Associação Votuporanguense de Escritores

Na vida temos a necessidade de escolha, de como vivemos e como nos comportarmos.
Vemos com isso que uns conduzem a sua, como se conduz um caminhão, solitário pela estrada da vida, carregado de sentimentos, em contradições profundas sem nunca se desvencilhar dos problemas e dos sentimentos de culpa.
Outros o fazem, como andando em um carro esporte de alta potência, querem a vida toda de uma vez, se jogam na avidez do momento e sem medir conseqüências, deslizam no zigue-zague das emoções, chocando contra os obstáculos da comedidade, morrendo na precocidade dos sentidos.
Alguns não, apenas vivem, como andando de bicicleta, se deixam encantar pela beleza e pela leveza da situação, desfrutam da alegria e se encantam pela sinfonia da natureza. Eles se apaixonam a cada dia, a cada momento, sabem que na vida amar é uma obrigação que nós temos, mas apaixonar-se é uma dádiva que nos traz o equilíbrio e nos dá uma vida mais longa.Este estado de espírito estampa no semblante a felicidade e nos olhos a luz do renascer.
Descobrem assim sem saber a fonte da juventude, que tantos outros gostariam e queriam ter.