METRÓPOLE
Ao olhar de relance a metrópole gris
O amontoado de condomínios verticais
O agigantado das construções oprime
Misturando realidades tais
Aprisionando o homem nesta cilada
Em desespero e vai-e-vem frenético
Estes personagens do trabalho correm
A contar minutos como se fossem elétricos
Poluição, pobreza, sujeira, arranha-céus e trânsito,
Tudo é tão grande em proporções, é fato!
Num redemoinho constante a vida passa
O homem vive escondido na toca como se fosse rato
A anulação da identidade do transeunte é tal
Como um formigueiro humano, as ruas parecem veias,
Massificando a vida, deixando-a sem razão,
Prendendo o ser humano em sua teia
São Paulo/ Novembro/2005

